PÁGINAS INDEPENDENTES

30 de jun de 2011

ATITUDE EXTREMA

É melhor morrer do que viver grudado em outra pessoa, mesmo se a pessoa em questão for nosso irmão gêmeo... Foi o que pensei quando ouvi e vi a notícia:
Por Nureza Ahmad escrito em 2004/03/11 
National Library Board de Cingapura 
Iranianas irmãs gêmeas, Laleh e Ladan Bijani, 29, foram o primeiro do mundo adulto gêmeos siameses se submeter a cirurgia de separação em Cingapura. Realizada em 06 de julho de 2003, os gêmeos, que nasceram unidas em suas cabeças, porém não sobreviveu à operação maratona de 52 horas, morrendo em poucas horas um do outro em 8 de Julho de 2003. 

No dia seguinte, escrevi:

                         INDIVIDUALIDADE

Numa atitude consensual, desprendida e corajosa, Laleh e Ladan assumiram o risco de morrer para ter a chance de viver separadamente.
Submeteram-se a uma cirurgia que, se tivesse êxito, separaria seus corpos definitivamente.
            A chance delas sobreviverem ao procedimento era de 50%, mas a chance que cada uma delas via de recuperar a própria individualidade era total.
            Pessoas espalhadas pelo mundo todo torceram pelo sucesso da numerosa equipe de cirurgiões que realizou o delicado trabalho de separar as gêmeas que, durante toda a vida adulta, tinham sido obrigadas a usar o mesmo lenço envolto sobre a(s) cabeça(s).
Foi grande a comoção e frustração que se viu quando, após 53 horas de cirurgia, fecharam-se as cortinas no grande palco da vida terrena: era a aparente vitória da morte.
Não foi suicídio, nem eutanásia: foi só uma escolha isenta, motivada pelo desejo que cada uma das gêmeas tinha de buscar a própria individualidade.
Agora eu fecho os olhos e vejo, com os olhos da alma:

Num jardim florido, duas “almas gêmeas” brincam alegremente e ora se aproximam, ora se afastam uma da outra, rindo muito com os cabelos soltos cujo limite é agora, apenas o balanço da brisa suave.
Da sacada do palácio de nuvens alvas onde as almas alvas se hospedam, o Senhor sorri, pronunciando docemente o nome de cada uma:
-         Laleh!       -         Ladan!

Eram dois cérebros unidos fisicamente... apenas físicamente.

29 de jun de 2011

"Algumas quedas servem para que nos levantemos mais felizes."

Com a frase acima (Shakespare), começa o último capítulo do meu e-book, na página IX aí em cima. ... e continua aqui:

Quando estive no Shopping Mueller, divulgando um livro de minha autoria, “esbarrei” num grande veículo que impedia a passagem estando onde não deveria estar.


 Quando estive no Parque Barigui (Dia da Cidadania), eu tinha como objetivo, ajudar na divulgação do trabalho do Cão Amigo, fui abordada por uma funcionária municipal que me inquiriu diretamente sobre acessibilidade pública.

Talvez o mundo quisesse me sinalizar algo, quando me permitiu mirar num alvo e acertar em outro.
Mas o mundo precisou me “empurrar”... e eu caí.
Do chão, fica mais fácil PRESTAR ATENÇÃO NA VIDA.
Cuidando do corpo que me abriga, tive tempo suficiente pra refletir e consigo aceitar que, deixar de compor A Roda, não nos faz inúteis.
Posso ficar fora dA Roda e assumir uma postura mais condizente comigo mesma que, afinal, poderá ser mais abrangente e sem rótulo.
Compreendi que não preciso ser ativa... preciso apenas SER... agora  serei “free lance” da Vida...
Se, sendo o que sou, puder ajudar alguém, estou por aqui! Ou por ali! Ou por lá!

Continuo sabendo... continuo vivendo... continuo vendo:
- As boas lembranças nos sustentam;
- Nossa casa é nosso refúgio;
- Velhos amigos devem ser preservados;
- Novos amigos devem ser angariados individualmente;
e principalmente, "É COM BICHO QUE SE CUIDA DE GENTE."


28 de jun de 2011

NÃO SOU CAT!!!!! SOU O DOG.

                                                            







 
Sou um cãozinho preto,
bem lindinho, sempre com a linguinha sempre de fora.
Um dia... foi assim:
“Mamãe” tinha um gato, do qual ela gostava muito, mas quando qualquer gato de rua entrava em alguma casa, os vizinhos logo pensavam ser dela e vinham reclamar... o gato viveu 20 anos e quando morreu, "mamãe" decidiu que iria comprar um cãozinho... e me escolheu... ou será que nos escolhemos????
Só sei que meu nome é DOG e criou-se um laço forte entre nós dois.
Quando vim pra cá, eu era minúsculo... as “tias” me carregavam no bolso.
Logo, percebi que o lugar mais seguro do mundo e sob uma cadeira de rodas, quando a "mamãe" está sobre ela...        
Muitas pessoas ajudaram e fiquei educadinho:           
 faço as necessidades em local adequado higiênico; não fico pedindo comida de humanos; passeio de carro, sempre no banco de trás e com cinto de segurança; e, etc.
Sou uma mistura de Lhasa Apso com Shitsu e, do alto dos meus sete quilos, gosto de vigiar a porta de entrada, assim como gosto de tomar sol e brincar.
Atualmente, sou o cachorro com mais tempo de casa (5 anos) e, sabe né;-) no mundo canino antiguidade é posto...
E lá vou eu, dormindo ao pé da  cama da "mamãe".
Quando cheguei, havia uma irmã grandona... mas logo ela foi embora "pro céu" dos cachorros... lembro que não queria nem brincar comigo, pois já estava bem doentinha;-(
Sou um cãozinho tranquilo, pois sempre me senti seguro aqui.

25 de jun de 2011

NÃO POSSO PERDER ESSA CASA

OLÁ! Sou o Bidu.

Vou contar minha história.
Tornei-me um cãozinho adulto ao lado de um menininho humano de pouco mais de 2 anos, quando eu era filhote. Assim, crescemos juntos e ele era o "meu nenê"... eu dormia perto dele, dividíamos biscoitinhos, brincávamos juntos, ele aprendeu a fazer cócegas no meu bigode. Nossa mãe humana me penteava e hidratava meus pêlos.
Assim eu me acostumei ao contato com humanos e gosto, principalmente, de cuidar de gente, pois nós, cachorros, somos cuidadores em potencial.
Depois de 8 anos, percebi alguma coisa estranha: minha “mãe” humana foi embora e só meu “pai” e meu “irmão” ficaram comigo... mas  eles passavam o dia todo fora e eu tive que me acostumar a ficar sozinho.
Algum tempo depois, minha “mãe” voltou e levou meu irmão. Então meu “pai” foi morar com minha “vó” e me levou junto.
Era tudo estranho: o cheiro, os sons, o ar que eu respirava, tudo enfim. Eu sentia falta do meu “irmão”, do aconchego com a “mamãe”, do meu espaço, de tudo enfim.
Mas aquela “vó” já gostava de mim e eu dela. Será que posso confiar nela??? Vou ver, do meu jeito.

O grande problema, pra mim, foi a presença de outros 3 moradores caninos na casa. Outra questão foi que tive que aprender a comer ração e só petiscos caninos.


 
 Algum tempo depois, “papai” sumiu e eu fiquei...
Que medo!!

 





Ainda bem que tenho uma “vómãe”. Ela é uma PNE... vou cuidar dela e defende-la com unhas e dentes... principalmente dentes... da mesma maneira, defendo meu lugar ao lado dela.
Estou aqui há uns 3 anos.

Aprendi a dividir espaço com meus irmãos caninos. Estou ficando enturmado e vi que posso confiar na minha “vómãe”...




 







Meu "irmão" e meu "papai" humanos vêm sempre aqui... nunca vou me esquecer deles, mas já estou idosoansado. Não quero mais sair daqui!!!
 
Ainda sou fofo e fiel. 




Será que vou poder ficar aqui até o fim???




24 de jun de 2011

CADÊ MEU TAPETE VERMELHO?(por Luna...)


Sou linda, né?

Sou princesa ou fada?!?! Só sei que sou especial, em todos os sentidos da palavra.



Quando fui disponibilizada pra adoção, "mamãe" abriu minha foto e não resistiu aos meus encantos;-)

Eu deveria ser criada no quintal, mas meu irmão Leo é grandão e, numa brincadeira, pode machucar minha perninha...
"Mamãe" desconfiou que minha perninha doía muito e me encaminhou pra fazer uma radiografia, a qual revelou uma grave Displasia Coxo Femural bilateral (provavelmente herança de alguma das minhas raças, pois tenho várias;-) Fui submetida a uma cirurgia.
Lembro-me de que minha mãe humana e o Leo foram me “visitar” na minha caminha.

Depois disto, recebi um tratamento especialíssimo: acupuntura; fisioterapia; massagem (boooom!); e, hidroterapia.

Mamãe não quis que eu fizesse a mesma cirurgia do outro lado, pois o procedimento é muito cruento, invasivo e traumático. Diariamente me dão um remedinho homeopático e, duas vezes por semana, mastigo uma pastilha contra dor.


Agora estou aqui feliz, faceira e muito sociável, passando os dias dentro de casa, brincando com os pequenos e, à noite, vou dormir lá fora com o grandão, na varanda/quintal. No horário noturno, o grandão não brinca... ele trabalha e eu durmo.

De manhã entro na casa, acordo a mamãe, ela sai da cama e eu viro pequena...
Uma “tia” cuidadora nos leva pra passear, enquanto a mamãe vai no quintal dar “bom dia” pro Leozão.
Quando voltamos, ganhamos ração: grandes, pequenos, a mamãe e as tias.

Faço minhas necessidades lá fora, sem precisar de ajuda e no lugar certo... sinto apenas um pouquinho de dificuldade pra me abaixar... mas consigo!
Algumas vezes no dia, me soltam pro quintal e aí, posso dar vazão aos meus instintos naturais caninos. Como matinho, respiro ar puro,  corro, etc.

Gosto de deitar bem esticada no sofá da sala, mas se alguém chega e me manda sair, eu saio e aí as “tias” tiram o paninho e... lá se vai a maioria dos pelos soltos e, então, o sofá fica limpinho pros humanos sentarem. Quando eu fico muito “saltitante” ganho novas sessões de fisioterapia.


22 de jun de 2011

VAI ENCARAR?!?!

Por Leo....
Sou um Cão de Guarda... ninguém entra no meu território...é INSTINTO.
Mas também sou capaz de dar AMOR. Basta que eu receba amor e que possa confiar na minha família humana.
Gosto de ser bem cuidado e, para isso, meus instintos devem ser entendidos e respeitados.
 
Sou gentil e carinhoso
Minha mãe humana me deixa entrar na casa quando os outros cachorrinhos saem... faço uma vistoria diária e fico bem calminho. Não mexo em nada, pois sou vigiado e fui muito bem educado.


Gosto de brincar
 


 
Gosto de Lua
Gosto de Sol





                                   

Mas... sou um cachorro de guarda. E aí, vai encarar?!?!

 



 

20 de jun de 2011

18 de jun de 2011

VÓ NÊ

Amigos! Minha cirurgia foi um sucesso... mas vou poupá-los de detalhes ou fotos escabrosos.
Como prova de que estou bem, vou postar uma homenagem à minha avó materna.

Quando eu era uma jovenzinha e ela era apresentada a alguém,
estendia a mão senil e dizia com voz firme: “_ Muito prazer! Maria Garcia Diniz.”
E me remetia ao passado...
Eu me via criança, ouvindo “causos” de parentes que me faziam rir, junto com meus primos, ao entardecer; e...  num riacho, brincando com meus primos, sob o cuidado daquela senhora enérgica e “boazinha”, conhecida como Dª Nenê, mas que, para os netos, era simplesmente a Vó Nê.
Meio cúmplice: “_Sua mãe não pode saber, viu menina!”, e meio carrasca, com o chinelo na mão, perseguindo bundas previamente avisadas de que iam apanhar...  e batia forte.
Companheira... sentada, fazendo lições da cartilha com os netos, eis que todos (inclusive a Vó Nê) estávamos sendo alfabetizados..., ou sentada no chão ao meu lado, ensinando-me os primeiros pontos de crochê... ou sentada à máquina de costura: “_Sai, menina! Não atrapalha!”... e depois mostrava, com satisfação, um vestido novo pra alguma boneca...

Nunca percebi nenhuma preferência por algum neto... mas quando minha irmã mais velha se destacou do grupo por estar prestes a entrar na adolescência, percebi cochichos disfarçados e olhares de cumplicidade. Vi o entusiasmo da Vó Nê pelo Elvis Presley e pelos Beatles.
Tempos depois a vi vibrar com a interpretação da Elis Regina: ”Aquela mocinha que quer voar.”...
Depois ainda eu a vi incentivando-nos a imitar o Nei Matogrosso, quando ele virava homem e lobisomem...
Depois casei, mudei e a relação neta/avó se alargou...
Senti aquela mesma sensação de estreita proteção, quando, logo após meu divórcio, ela me fez uma visita e, entre críticas e comentários dos familiares ali presentes, ela se reclinou na minha cama, olhou em volta e perguntou:
“_ Estas paredes são suas, de papel passado?” Sim! O pequeno apartamento era meu....
“_ Seus filhos estão aqui?” Sim, estavam...
“_AAHH! Então você vai ficar bem;-)”.
Nunca me esquecerei daquela piscadela e...
Vou estar sempre bem, aconteça o que acontecer.

Por outro lado, sempre sigo a exortação que ouvi desde criança:
“_ Presta atenção na VIDA”.

A Vó Nê viveu 95 anos e nunca perdeu a “pose” de mulher simples, mas não simplória...
Maria Garcia Diniz... MINHA Vó Nê!

14 de jun de 2011

OLHOS, SONHOS E CONQUISTAS

Sonhei um sonho esquisito.
Eu entrara numa bela casa em construção, ao lado da minha... mas não conseguia visualizar todos os detalhes, pois minhas pálpebras “caiam”, fechando meus olhos.
Acordei, sentindo ainda aquele mesmo desconforto... sonho era somente a andança pela casa vizinha.  A casa em construção existe, sim!!! 
       Mas, meus olhos...
Sempre tive olhos grandes e expressivos. Posso ver, no porta retrato utilizado na decoração do meu quarto, a alegria que emanei por eles, quando me tornei bacharel em Direito e lembro quanto me senti vitoriosa naquele dia, há 20 anos.Hoje minhas pálpebras estão despencando sobre meus olhos, atrapalhando minha visão... consequência  da idade somada a uma doença neurológica que enfraqueceu alguns músculos.
Espero que a pequena cirurgia, à qual me submeterei amanhã (15/06/2011), surta o efeito desejado.
NÃO!!!! Não quero de volta aqueles olhos de há 20 anos. Seria impossível, eu sei;-( 
Quero apenas enxergar confortavelmente e, quem sabe, conhecer o interior da casa vizinha...

11 de jun de 2011

DIA DOS NAMORADOS

Nos anos 60, a jovem/menina viveu tantas emoções!
Enamorou-se... chorou... sonhou... Viveu!

Atualmente, a jovem/idosa vive seus 60 anos... ainda chora... ainda sonha... Ainda Vive!


E escreve poesia




FALANDO DE AMOR

Do amor exclusivo a uma só gente
não quero mais falar!

Do amor abrangente a toda gente
eu quero falar!

Mimado ou carente,
abastado ou indigente,
saudável ou doente,
doutor ou paciente,
com ou sem dente,
cético ou crente,
criança ou adolescente,
estranho ou parente,
vivente ou sobrevivente,
culpado ou inocente,
obtuso ou inteligente,
do oriente ou do ocidente,
igual ou diferente.

A toda a gente
eu quero amar!

A SAGA DE TICOS E TECOS



A família do "SEU" TITERO era numerosíssima...

Tico João; Tico José; Tico Miguel; Tico Gabriel...  eram tantos Ticos...; e, outros tantos Tecos.
“SEU” TITERO fez com se dessem as mãos aos pares e vivessem sempre assim, pois viu que se completavam.
Tico João e Teco João seguiam pela vida, de mãos dadas “puxando o bloco” de Ticos e Tecos. Eles brincavam, pulavam, trabalhavam, sonhavam, apaixonavam-se, enfim, seguiam confiantes por um mundo colorido, pois contavam uns com os outros.
Certo dia, um monstro surgiu naquele mundo colorido.  
Era um monstro feio e mau que emitia urros tenebrosos...
Ticos e Tecos levaram um susto tão grande que se perderam uns dos outros... e aquele mundo, que era colorido, ficou cinzento.
Quando o monstro feriu “SEU TITERO” e foi embora, as cores foram voltando tímidas e pálidas àquele mundo, onde Ticos e Tecos nunca mais conseguiram dar-se as mãos.
...
Rosinha acordou assustada, lembrando-se daquele sonho ruim:
_Será que Ticos e Tecos vão se dar as mãos novamente????
_Será que o monstro vai voltar????
_Será que “SEU TITERO” vai se recuperar????


10 de jun de 2011

Personagens fictícios criados por Disney e apresentados ao público com aparência de simpáticos esquilos.




Tico: Irmão de Teco, é o mais inteligente dos dois...
Teco: Irmão de Tico é meio tolo, mas quando se trata de salvar a vida faz o impossível virar real...
(conforme Wikipédia, a enciclopédia livre).

Fiz uma releitura da informação acima: Ticos são os neurônios responsáveis pela minha “movimentação” intelectual e mental e são irmãos dos Tecos, os neurônios responsáveis pela minha movimentação corporal.

A mencionada releitura me inspirou e escrevi um conto:

A SAGA DE TICOS E TECOS será o próximo post neste blog.