PÁGINAS INDEPENDENTES

24 de mar de 2013

NA BLOGOSFERA

Eu tinha planejado um passeio no ‘blogquarter’ (minha vizinhança na blogosfera) para hoje, mas hoje está um tantinho frio aqui em Curitiba, então resolvi ficar em casa e olhar pela ‘janelinha’... e , daqui, assumo uma posição crítica sobre os blogs em geral e conto como faço visitas e/ou comentários.


Entendo cada BLOG como uma página pessoal.
A dona(o) da casa deve ‘se apresentar’ logo na entrada. Nosso PERFIL pode ser lacônico... mas FAKE... pra que?
Nossa página pessoal deve conter, visíveis, apenas as informações necessárias.
As PÁGINAS INDEPENDENTES são ‘gavetas’ onde podemos guardar muita coisa.
Cada vez que postamos um assunto, é como se propuséssemos uma ‘mesa redonda’, da qual devemos participar.
Ando evitando ‘anfitriões’ que se atribuem bondade infinita e/ou que me dão conselhos gratuita e escancaradamente e outros que propõem assuntos excessivamente fúteis.
Se proponho uma conversa qualquer e ‘abro as portas’, procuro facilitar a entrada dos ‘conversantes’:
Nada de letrinhas verificadoras (chateia e não adianta muito, pois alguns “robots” sabem ler e escrever...);
A chamada MODERAÇÃO DE COMENTÁRIOS é eficiente... se houver algum “anônimo” não identificado fica de fora e, se trouxer um link pra você clicar pode ser ladrão... Cuide-se!
Nossa ‘casa virtual’ não deve ser um labirinto...
Prefiro blogs silenciosos... sem musiquinha de fundo (parece sala de espera...) e aquele “blim, blim” de sininhos é chato demais (este é meu gosto pessoal e respeito quem gosta)...

Abro o PAINEL DO BLOGGER diariamente, depois de ‘ir’ ao correio (ler e responder algumas mensagens de E-MAILS) e entrar na ‘minha’ agência, no INTERNET BANKING pra verificar as finanças, pagar as contas do dia, e tudo mais que se faz num Banco.
Quando na BLOGOSFERA, faço a moderação de comentários deste blog ASSIM, ASSIM (aqui, além de moderar, costumo responder aos comentários) e no E-LIBRARY ...meu envolvimento termina na organização e moderação... eu só comento algum texto dos autores que colaboram comigo nesse blog/projeto.
Como todos sabem, o PAINEL de cada blogueiro, mostra as ‘novidades’ disponíveis nos blogs que seguimos.
Costumo começar pelo começo... e sigo visitando um a um. Leio o post até o final e se me ocorre algo a comentar, comento... se não, vou em frente.
Com o tempo, aprendemos a imaginar o conteúdo do post e, começamos a ‘procurar’ por determinado blogueiro...
Quantas visitas e quantos comentários por dia?
Muitos... poucos... nenhum....
Depende...

EXISTE OUTRO TIPO DE VIDA ALÉM (E AQUÉM) DA BLOGOSFERA.

18 de mar de 2013

DANÇANDO DESCALÇA...

Eu estava zapeando a TV, quando parei pra ver e ouvir a música DE FRENTE PRO CRIME - João Bosco... e meus pensamentos me levaram a desbravar o passado.

Era o finalzinho dos anos ’70... talvez 1979.
O “ballet moderno” engatinhava... fiquei sabendo de um curso novo e fui ver como era.
De cara gostei da roupa que incluía “meia-calça sem pé”, pois todas as alunas dançavam descalças... sempre intui que, descalças, as pessoas se despem um pouco de si mesmas, mas não tinha consciência disso...
Escolhi um horário e fiz a matrícula.
No primeiro dia de aula, olhei-me no grande espelho do vestiário e gostei do que vi... senti-me a própria bailarina pop, de meia calça rosa, collant azul marinho e redinha no cabelo... sem o classicismo das sapatilhas e do saiote de tule.
A jovem professora veio chamar pra aula... as alunas eram madames, daquelas com nome e sobrenome... mas não me intimidei, pois estávamos todas igualmente descalças... e todas pisávamos o mesmo chão.

Depois de alguns movimentos coordenados pela professora, ela pôs uma fita K7... no gravador, mandou que ouvíssemos bem a letra e dançássemos conforme a mesma... ali mesmo!
Pouco tempo depois, abandonei aquelas aulas, por razões pessoais.
Mas, eu me sentia bem naquela roda de mulheres que, como eu, dançavam descalças.

13 de mar de 2013

MULHERES QUE ADMIRO

   
...e a homenagem às mulheres continua, por iniciativa da PATRICIA. Há mais mulheres que merecem ser nominadas neste mês de março.
LEILA DINIZ -
orgulhosa do
barrigão

JACQUELINE -
uma mulher
 de
taierzinhos
chiquérrimos.




VÓNÊ - minha avó materna,
que sempre foi companheirona
 e por quem nutro grande  admiração

VÓ DADÁ - avó paterna dos meus filhos,
 que entre outras boas lembranças,
 rolava na arrebentação com eles quando crianças.

ELIS REGINA - uma mulher cuja esperança usava óculos.



7 de mar de 2013

CARTA A UMA MULHER




Esta postagem é a minha participação na Ciranda Interativa organizada pela parceira CALU e é, ao mesmo tempo, uma homenagem pessoal.
                               Lembra amiga????
                         Era o começo da década de '80...

Nunca vou esquecer aquela jovem mãe que apareceu lá em casa e encomendou uma roupa  para ela mesma e uma igual para sua filhinha de 3 anos... foi quando eu começava a confeccionar a nível doméstico, roupas de moleton, tecido do qual eu mantinha um pequeno estoque em casa.
Quando você foi buscar a encomenda, veio a proposta inesperada, junto com um comentário que demonstrava integridade e bom senso:
- “Quer ser minha sócia? Quero abrir uma confecção... eu não sei nem pregar botão, mas vendo qualquer coisa.”.
Analisei rapidamente a mulher na minha frente... a roupa bem “transada” (talvez um tanto fora do meu próprio estilo um tanto convencional e “certinho” demais...) mostrava uma personalidade marcante e muita  criatividade.
Conversamos seriamente, sentadas no meu sofá branco, onde almofadas coloridas de cetim contrastavam.
Ali mesmo alinhavamos uma sociedade. Ao sair, você se voltou pra mim  e comentou:
- “Seu apartamento está lindo... foi feito por decorador, né?”
- Foi...
- “Logo vi! Não se parece com você.”
Entrou no elevador e sumiu...
Nos dias seguintes costuramos firmemente o que já fora alinhavado, acertamos os detalhes burocráticos e, usando nosso crédito pessoal, abrimos uma microempresa, que cresceu bastante... e aí começou uma amizade, que foi muito além daquela empresa.

Nunca vou esquecer daquela tarde, quando você apareceu lá em casa e sentou-se em frente à minha cama (ocasião em que a doença neurológica “passeava” por mim...) e eu vi, no lugar daquela charmosa pinta, um cateter para facilitar a quimioterapia... aquela charmosa pinta transformara-se num tumor maligno... foi a última que nos vimos e, sem sabermos que se tratava de uma despedida, choramos juntas.

Mas, entre o começo e o fim, teve o meio.
O meio que me ensinou que a nossa casa deve ter a nossa cara.
Que diferenças não impedem um bom relacionamento.
Que nossa vida deve ser comemorada.

O meio que trouxe muitas alegrias e deixou boas lembranças.
Algum dia, vou estar com você e aí vai ficar, novamente,
 TUDO AZUL*
* (a marca registrada da nossa confecção)

4 de mar de 2013

MEU LUGAR INESQUECÍVEL


Quando eu era adulta e já divorciada, voltei lá a convite de um primo que conheci aqui em Curitiba.
Fui acompanhada do meu filho mais novo, que naquela ocasião teria uns 11 anos de idade e aquela foi a primeira vez que em ele viajava de avião. Depois de uma conexão tensa e de uma longa viagem, anunciou-se o término do voo. Meu filho perguntou se permitiriam que ele conhecesse a cabine... eu estava cansada e ansiosa... apenas sugeri que ele perguntasse pra comissária.
Ele apertou a campanhia e a moça veio solícita... conversaram um pouco e a comissária saiu rapidamente, dizendo que falaria com o comandante.
“ – Será que ela volta?”.
Olhei pela janelinha e vi que o avião já sobrevoava a cidade.
- Sei não...
Para minha surpresa, “ela” voltou rapidinho:
“ – Vem comigo! Você vai ver o pouso...” e, para mim: “Mãe, quando pousarmos, pega o menino na porta do avião!”.
Eu sempre senti uma apreensão no pouso de um avião (boing)... sempre tenho a impressão de aquela “coisa” grande e pesada, que voa tão alto e tão rápido não vai segurar-se))))))).
Enfim, o avião, pousou... lá na porta da cabine, apareceu um menino logo atrás do Comandante.
Quando eu estava prestes a descer, ele agradeceu e veio:
“ – Mãe, que loucura! Tudo parecia crescer diante de mim!”
E eu pude “ver” a adrenalina em movimento nele...

A estada, na casa do meu primo foi maravilhosa.
Revi parentes que não via há anos... conheci parentes... fiz novos amigos...
Enfim, aquela viagem, por tudo de bom que aconteceu, mostrou-me o aconchego familiar e resgatou lá do fundo de mim o amor pela cidade onde nasci, que cresceu aos meus olhos e tornou-se INESQUECÍVEL

1 de mar de 2013

PESSOAS QUE GOSTARIA DE TER CONHECIDO OU CONHECER

Gostaria de ter conhecido o tio João, um irmão da minha mãe de quem quase nada se falava e que morreu assassinado... talvez algum tipo “diferente”... talvez marginal... aquela pessoa de quem a família não guarda fotografia... o homem que presenteou minha mãe com a Baronesa ... CONHEÇA-A

As letras compostas para a MPB sempre me disseram muita coisa e aqueles  que as interpretaram (compositor ou não) foram porta-voz de conceitos que calaram fundo em mim e pontuam minha vida até hoje. Assim, eu gostaria de ter conhecido Elis Regina e Gonzaguinha, pessoas que viveram intensamente e souberam usar a própria voz, para transmitir mensagens profundas, com palavras simples.


ELIS REGINA – que me falou de uma “casa no campo” e de uma “esperança de óculos”.



GONZAGUINHA – que soube transmitir “o recado” , se entregou mesmo “sangrando” e disse, de maneira poética, que foi em frente sem temer “o corte de novas feridas, pois tem a saúde que aprendeu com a vida” e que "a atitude de recomeçar é todo dia e toda hora"...

GOSTARIA DE TÊ-LOS CONHECIDO!

           E... GOSTARIA DE CONHECER A CALU!

Aconteceu assim: um dia, navegando pela Blogosfera, li no blog Fractais de Calu, postagem de 28/06/2011 (a postagem poderia estar em qualquer blog, mas está lá)...
Uma frase parecia gritar para mim: -“NÃO MATE SEU LEÃO. VOCÊ DEVERIA MESMO ERA CUIDAR DELE”.
E eu, cansada da “matança”, resolvi tentar... todo dia e toda hora.