PÁGINAS INDEPENDENTES

20 de ago de 2017

UM SONHO REALIZADO

Quando minha cachorra grande, a Dan, morreu, senti falta de ouvir os passos de um cachorro grande no quintal...e, assim passaram-se alguns meses.
Num sábado, sem razão aparente, decidi que aquele seria o dia: fui a uma feira onde se vendiam filhotes, sem saber de que raça seria meu novo cachorro. Só sabia que seria de porte grande.
Lá chegando, lembrei-me de que eu costumava andar pelas cercanias do pequeno apartamento onde morava, passava pela mesma feira de filhotes e eles me olhavam com simpatia e esperança estampadas nas carinhas fofas. E eu prometia a mim mesma que um dia levaria um daqueles.
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Então percebi que, como sonhara um dia, eu estava ali para levar um “daqueles”. Circulei entre as gaiolinhas com filhotes e um deles me atraiu: era um boxer de dois meses de idade. Como qualquer filhote, ele era muito fofinho. Não me perdia de vista, sempre com aquela expressão de – “me leva pra sua casa”.
Trouxe-o comigo e ele farejou minuciosamente seu novo território.

Dei-lhe um nome condizente com sua cor dourada: LEO .. talvez eu quisesse que ele fosse meu leão particular, assustador e dócil. E assim foi.
Leo foi crescendo desajeitado, como qualquer boxer em crescimento.

 Gostávamos um do outro e isto ficou evidente. 
Ficou também evidente que o Leo teve uma vida tranquila aqui em casa.
Depois de um curto tempo, o Leo transformou-se num 'gentledog'
 paralelamente,
num excelente cão de guarda

No 8º ano de vida, Leo começou a apresentar tumores subcutâneos, os quais foram removidos cirurgicamente, até que exames laboratoriais indicaram que a doença (câncer) atingira alguns órgãos. Foi o 

FIM

A mim restou a saudade de um tempo em que o sonho de trazer um "daqueles" p'ra casa tornou-se uma agradável realidade e a certeza de que minimizei, ao máximo, o sofrimento natural imposto pela doença, além do orgulho de ter sido a "mãe" humana daquela criatura maravilhosa que Deus confiou aos meus cuidados.































9 comentários:

  1. Tão triste quando os perdemos para doenças. Valem e ficam os momentos nas lembranças dessa amizade, companheirismo sem segundas intenções, amizade fiel mesmo! Pena que ele se foi! bjs, chica

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  2. Os cachorros são uma criaturas fora do normal, eu costumo dizer que a humanidade não merece eles, a generosidade e o afeto desses animais é uma coisa de Deus. A história do seu sonho realizado, do seu Leo me deixou emocionada. É muito amor envolvido, um sonho realmente.

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  3. Oi!! bela homenagem ao leo!!! ele sabe que foi amado e eu acredito que cumpriu sua missão aqui na terra partindo pra deixar um novo cão ser amado! Comece tudo novamente. Um beijo da Eliane.

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  4. Boa noite, querida Jan
    Me emocionei com a sua postagem.
    Sempre tive animais e sei bem como é duro quando eles nos deixam.
    Leo agora está descansando longe de sofrimento e dor.
    Deixo uma forte abraço para tí.
    Beijinhos de
    Verena e Bichinhos.

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  5. Oi Jan,
    Pôxa...ele era tão bonito!
    Que bom que vivenciaram momentos
    inesquecíveis. Ele te vigiava e vc cuidou dele também...
    Bjs e ótima semana!

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  6. Oh Jan, emocionei com a história do Leo e sei como dói esta finalização da relação.
    Abraços amiga e agora vi que o jardim onde Leo convivera faz uma lembrança maravilhosa.
    Bjs de paz e fique bem.

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  7. Ficamos muito desalentadas quando nossos queridos amigos de 4 patas estão com algum sofrimento.Em tua homenagem ao Leo, sente-se o enorme amor compartilhado entre vcs, Jan. Ele partiu sabendo-se amado. Fica o vazio que pode ser consolado por mais um grandão no quintal, mas jamais esquecido.
    Boa semana.
    Bjkas,
    Calu

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  8. Olá, Jan...relato emocionante,somente quem tem um aumigo ou miaumigo sabe o quanto é difícil quando estão 'doentes'ou quando 'partem' .
    Feliz semana,belos dias,abraços!

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  9. É mesmo muito triste quando nossos amigos se vão. Eu tive um irmão de 4 patas que viveu comigo por mais de 10 anos, e depois que ele partiu eu demorei muito para me apegar novamente a outro. Agora, quase 20 anos depois que veio a Kate, tiveram outros quando as crianças eram pequenas, mas não me deixei apegar, e agora o coração estava bem livre, em paz, pra receber essa mocinha levada que me tira do sério com suas artes, kkkk.
    Grande beijo

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