PÁGINAS INDEPENDENTES

25 de jul de 2012

MERGULHO






Passei pela adolescência mas não VIVI a adolescência... não mergulhei com profundidade nessa importante fase da vida entre ser criança e ser adulto.






Agora, do alto dos meus 62 anos, posso dizer que vivi intensamente cada fase da vida, exceto a adolescência.
Não pretendo voltar no tempo e nem quero matar saudades, pois ninguém sente saudade do que não viveu.
Sempre quis algo muito simples... sempre quis preencher uma lacuna, escondida lá no fundo da minha alma.
 Vou passar o próximo fim-de-semana em Apucarana, a cidade que já foi “criança” e hoje é “gente grande”, como eu. Cidade que me viu passar pela adolescência travestida de adulta.
Não pretendo voltar no tempo e nem quero matar saudades, pois ninguém sente saudade de não viver... ou de viver “raso”, ignorando a parte “funda”.
Quando eu desembarcar na cidade, estarei mergulhando profundamente naquela terra vermelha... naquele vento intenso... e, como aquela caixa d’água que vi cair, minha alma vai se sentir lavada e reconstruída, em cada abraço amigo e no convívio com as pessoas surgidas e ressurgidas na minha VIDA, na hora e lugares certos.
Eu só tenho que agradecer a Deus, pela realização de algo que sequer sonhei... talvez seja uma dádiva... mais um “cavalo encilhado que parou na minha porta”.;-)

20 de jul de 2012

UM AMIGO DA FAMÍLIA


No programa recém lançado, “Encontro com Fátima Bernardes”, do último dia 10, reportou-se um debate: “No fim do casamento, quem deve ficar com o bicho de estimação?”...
Por outro lado, pensei na frase retirada um texto de Afonso Romano de Sant’Ana: “... desbravar o conhecido”.
Não vi o resultado da reportagem/debate, mas sei o que aconteceu na minha família.
Desbravei o conhecido e recordei a história  do Bidu...
Vamos deixar o próprio Bidu nos contar:

Quando cheguei naquela casa, assumi a missão de ajudar a cuidar do meu irmãozinho humano e me acostumei com ele. Éramos amigos de infância.

Um dia notei que meus pais humanos não estavam bem e senti que minha família humana se desmantelava.
O medo tomou conta de mim, pois sei que cães costumam “sobrar” nessas ocasiões.
E “sobrei” mesmo! Mas "sobrei" quase em casa...
Provisoriamente, fiquei na casa da mãe do meu papai humano.
Fui ficando, ficando, e fiquei.
Gosto daqui, mas eu não sou um pacote! Fiquei revoltado e tornei-me um cãozinho estressado e aparentemente agressivo.
Só sei que estou me sentindo perdido como aqueles cachorros que caem do caminhão de mudança.
Passei boa parte da vida sendo o único cão da casa... e sou cão de guarda por instinto canino!!!
Aqui tenho três irmãos caninos: um cachorrão grandão, uma cadela menina/moça de tamanho médio e um pretinho pequenininho.
Meu problema maior é o grandão, lá fora. Ele me irrita pelo seu jeito de ser, tranquilo e seguro. Será que vai mandar em mim só porque é grande e chegou antes de mim???? Eu não quero!!! Eu já vinha aqui antes dele nascer... eu vinha de visita, mas ainda assim conta. Fico “puxando briga” e ele sai de perto. Aí fico bravo de verdade!
Sei que ele é do bem e lá no fundo até que gosto dele. Mas eu preciso me impor e liderar a matilha toda desta casa, para que me sinta seguro... É mais forte do que eu.
Por outro lado, tenho muito medo de “cair do caminhão” novamente, pois já sou um senhor de quase meia idade e preciso mostrar serviço para não perder esse lar...
 





Bidu está mais confiante e equilibrado.
Por ter convivido com um menino pequeno e por eu ser PNE, ele vive ao meu redor... talvez cuidando para que ninguém me faça mal
—“Ele é o guarda da vovó”. Afirma meu neto mais novo.
É... O Bidu me segue pela casa durante todo o dia e à noite ele fica atento a qualquer som estranho dentro da casa.

É... os pets sentem muita falta do lar em que ficaram adultos.
Hoje o Bidu faz uma espécie de ligação entre mim e o meu neto, de quem ele fora "amigo de infância".

14 de jul de 2012

OPÇÃO

Tem mocinho e tem bandido

tem o cavalo do mocinho
tem o cavalo do bandido

tem o coco do cavalo do bandido

e tem a mosca que pousa no coco do cavalo do bandido.


O que vai ser???????


9 de jul de 2012

O MILAGRE DO CAROÇO

Partindo da premissa de “tudo que acontece pode ser milagre”, posso dizer que testemunhei um... e dos bons;-)
Aconteceu assim:


O Bidu (um dos meus amigos de estimação) apresentou um caroço, na região posterior do pescoço (bem onde usa a coleira)...
Faz quase um ano que a Dra. Consuelo o examinou, viu que o caroço era subcutâneo e não estava enraizado.
Vendo que eu estava apreensiva com a possibilidade de uma cirurgia naquele local:
“ –Melhor não mexer, mas fica de olho... qualquer alteração, avise-me.”.


Fiquei de olho... de mão... de corpo e alma;-) pois o Bidu é “temperamental” e não deve ficar sem coleira.

Pois bem... há uns dias, notei que o tal caroço estava ficando maior e mais fixo. Comecei a passar a mão ali e pedir a Deus que desse um jeito no caroço, mas não vi melhora.
A Dra. Consuelo examinou-o novamente, e não gostou... mandou levá-lo na Clínica S.O.S Veterinária, para ser examinado pela Dra. Gisa (dermatologista) e  me avisou que talvez precisasse de uma intervenção cirúrgica... 
Aceitei o “veredicto”.
No sábado, vi que o conteúdo do caroço estava líquido e o volume havia diminuído sensivelmente.
Esperei passar o fim de semana e hoje, logo pela manhã levei-o à S.O.S, onde a Dra. Gisa, depois de ouvir a história do caroço, examinou-o, passou um desinfetante e fez uma discreta punção no local e PRONTO... lá sei foi o caroço, para dentro de uma pequena seringa.
Sabemos que o tal caroço pode voltar, mas não vai mais me “aterrorizar”;-)

Deus abençoe os veterinários e os animais!

4 de jul de 2012

A NATUREZA AGRADECE







Tava no Facebook... eu compartilhei e transformei o alerta numa pequena ação...









Era um pequeno espaço entre a varanda e o muro, onde havia um pequeno "jardim" arranjado em vasos... mas era IMpermeável.
Então...

... depois de muito barulho e sujeira...
... tenho  mais um pedacinho de terreno PERMEÁVEL, que abençoado pelo Criador poderá garantir água para algum descendente meu... assim como já preparou o quintal da casa de pessoas conhecidas e menos favorecidas.
Lá, o terreno foi "salpicado" com os muitos sacos de caliça que tirados daqui, foram impedir a formação de lamaçal, quando a chuva cair ...