PÁGINAS INDEPENDENTES

22 de mai de 2011

DIRETO DA FONTE

A Fonte - Assim intitulei a crônica que identifica a fonte que me motivou à escrita.
Acredito não estar causando nenhum prejuízo, pois não falamos de cópia, mas de uma nova composição literária,com contexto próprio, que utiliza trechos de letras de MPB.


“Seu” Onésio falava do filho


 Já foi nascendo com cara de fome. Fui assim levando... Ele a me levar...
E na sua meninice ele um dia me disse que chegava lá!
E, quem dera, os moradores, o prefeito e os varredores, os pintores e os vendedores fossem somente crianças
A gente estancou de repente ou foi o mundo então que cresceu... Ai o meu guri, olha aí!
Agora eu era o herói e o meu cavalo só falava inglês...
Agora eu era o rei, era o bedel e era também juiz, e pela minha lei a gente era obrigado a ser feliz.
Vem, me dê a mão, a gente agora já não tinha medo. No tempo da maldade acho que a gente nem tinha nascido
Deve ter alamedas verdes, a cidade dos meus amores
A cidade é uma estranha senhora
Que hoje sorri e amanhã te devora
Agora era fatal que o faz-de-conta terminasse assim
Pra lá deste quintal, era uma noite que não tem mais fim
Pois você sumiu no mundo sem me avisar
... O que é que a vida vai fazer de mim?
Eu andei demais... Bicho livre, sem rumo, sem laço
À procura de abrigo, uma ajuda, um lugar, um amigo...
Faça uma lista de grandes amigos
Quem você mais via há dez anos. Quantos você ainda vê todo dia. Quantos você já não encontra...
Amigo é coisa para se guardar no lado esquerdo do peito
Pai!!!!!!!
Você foi meu herói meu bandido! Hoje é mais muito mais que um amigo
Oh! Meu amigo, meu herói
Oh! Como dói saber que a ti também corrói a dor da solidão.
Descansa a tua mão cansada sobre a minha
Sobre a minha mão
Quando acordei, seu Onésio sorria compreensivamente pra mim e decidi não contar o sonho que tivera naqueles poucos minutos de sono, ali sentada. Apontou para o recém nascido e disse com orgulho:
“_ O guri vai se chamar Onesinho!”

Saí dalí e vim pra minha casa no campo, passando entre carneiros e cabras pastando solenes no meu jardim.
Aqui eu posso ficar no tamanho da paz, tendo
somente a certeza dos limites do corpo e nada mais;
Somente a certeza dos amigos do peito e nada mais.
Aqui posso temperar minha vida..., pois
Coracão da gente é igual país: Não deu certo uma mudança, muda-se de esperança

Um comentário:

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