PÁGINAS INDEPENDENTES

18 de mai de 2011

"vai brincar, menina!" -II-

• O mundo ainda sofre os efeitos maléficos da Segunda Guerra Mundial. Isa pensa consigo mesma que nada justifica a ideologia nazista, que fez milhares de vítimas humanas em condições sub-humanas e que a raça mais especial do mundo é a raça humana.
• Na Segunda Grande Guerra, os americanos foram os "mocinhos" e os japoneses foram os "bandidos". Logo depois do lançamento da bomba atômica, os "bandidos" se renderam. Infelizmente, a bomba atômica que pusera fim à guerra não só destruiu completamente seus alvos como provocou lesões genéticas...
• Inicia-se a Era Atômica e paira sobre o mundo a chamada Guerra Fria.
• Brasília é oficialmente inaugurada. A nova capital do País é uma cidade muito promissora...
• Segue-se uma confusão política e instala-se uma ditadura militar no país.

Isa já é "gente grande". Casa-se. Ela sabe que não haverão "taillerzinhos chiquérrimos", mas vive intensamente cada momento com "o dedo em V" .
A guerra do Vietnam parece "de mentira", assim como a ditadura militar, fatos dos quais ela vive alienada.
Um dia Isa sente uma vida dentro dela e é de verdade, pois sua barriga cresce a cada dia e é belo seu corpo.
Isa assiste, ao vivo e em preto e branco, o primeiro humano a alcançar a Lua (questiona-se a veracidade do fato...).
E, alheia a qualquer questionamento, a Lua continua brilhando no Céu...
Pouco tempo depois, o corpo de Isa fica belo novamente, pois está gerando o belo João.
Mesmo envolvida em sua rotina diária, Isa se interessa por aquela mulher que faz gosto em ser fotografada de biquíni e grávida de sete meses. Isa se encanta com tamanho destemor. Leila Diniz morre num acidente aéreo. Aquilo tudo parece bem próximo e Isa chora de verdade.

Tempos depois, em meio às baixas depressões e altos picos da própria crise conjugal, Isa encara o espelho a lhe dizer:
- Seus sonhos ainda não acabaram, sua vida é legítima e o espaço que você ocupa nesse mundo é seu.
E a lagarta rompe seu casulo, deixando nascer uma linda borboleta que voa livremente, tendo "somente a certeza dos limites do corpo e nada mais"!
Então, diz com segurança:
- Meu nome é Isabela!