PÁGINAS INDEPENDENTES

18 de ago de 2013

RAZÃO E SENTIMENTO

Estive assistindo o programa Encontro com Fátima Bernardes, onde se discute se a terminologia usada para definir a pessoa “diferente” interfere na intensidade do preconceito absorvido pelo “diferente”.
Lembrei-me então de que, em 2001, lancei um livro chamado “NA PERIFERIA DA VIDA ?” cujo assunto eram as pessoas diferentes, chamando-NOS   (inclusive a mim mesma...) de EXCEPCIONAL... prevendo que o uso dessa terminologia causaria polêmica entre os “diferentes” envolvidos no livro, inicio-o compilando a definição contida no dicionário Aurélio:
“1. Em que há, ou que constitui ou envolve exceção... 2. Que goza de exceção; privilegiado... 3... 4. Excelente; incomum; extraordinário... 5. Med. Diz-se do indivíduo que tem deficiência mental (índice de inteligência significativamente abaixo do normal), deficiência física (mutilação, deformação, paralisia, etc), ou deficiência sensorial (cegueira, surdez, etc. ) e, por isso, incapacitado de participar em termos de igualdade do exercício de atividades normais....... (ver pág. 857 de NOVO AURÉLIO SÉCULO XXI).

OBS: O livro não se refere aos deficientes sensoriais, não porque as agruras sofridas no dia a dia de cada um destes deficientes seja menor...  mas, simplesmente por falta de experiência pessoal, já que o NA PERIFERIA DA VIDA?não é  um livro técnico. Foi elaborado através de intenso trabalho de pesquisa empírica através de relatos pessoais e profissionais.


Ouvindo algumas pessoas presentes, e também considerando a minha posição pessoal, posso dizer que o importante mesmo é a maneira como somos considerados a nível pessoal. 

Por exemplo, meu sobrinho Fernando e eu costumo dizer que ele é 'meu bobinho preferido' e este tratamento nunca incomodou os familiares, pois eu o conquistei... às vezes, ele "magoa", e explica que "a tia não anda mais".


Enfim, nós dois somos excepcionais e a contracapa do livro traz a foto de nós dois juntos.
A alegria do Fefe quando se viu na do livro é inenarrável e não tem preço.






O livro causou polêmica e foi bastante desagradável: um dos excepcionais a quem pedi uma contribuição impôs a condição de que eu tirasse a expressão do livro...
Até balancei e cheguei a cogitar abortar o livro, mas mantive minha posição e a gestação do livro foi até o final.

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Um comentário:

  1. Diferenças sempre haverão dentro de nossas semelhanças e certas terminologias acabam sendo mal interpretadas, fazer-se o quê?Seguir nossa intuição diante do que nos propomos...isto mesmo que vc realizou, Jan.
    Parabéns\0/.Mais tarde irei lá conferir.
    Bjos,
    Calu

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