PÁGINAS INDEPENDENTES

30 de abr de 2012

A
aproxima-
ção do
Dia
   das
      Mães
me lembrou:


Quando eu era bem pequena, via na minha mãe uma santa e, assim, passei boa parte da vida, querendo  ‘construir’ um altar onde eu pudesse reverenciá-la.
Um dia, no início da minha adolescência, uma amiga apareceu lá em casa  mostrando alegremente os cabelos que eram naturalmente escuros e estavam artificialmente pretos e brilhantes.
Minha mãe perguntou o que a mãe dela achava daquilo... a mocinha riu e balançou a cabeleira reluzente:
- “Ah! Minha mãe é bobinha! Eu falei que fiz um banho de óleo e ela acreditou".
Minha mãe me olhou de um jeito esquisito e aquele assunto morreu...
Hoje tenho filhos.
Já houve um tempo em que eles me viam como o protótipo da perfeição e acho que, também, já fui “bobinha”;-)
Eu sei que toda mão oscila entre ser perfeita ou bobinha... mas sou apenas uma mulher agraciada, a quem Deus confiou três dos seus filhos.
Ainda sou filha e sei que minha mãe não foi anjo nem demônio...
Foi apenas uma mulher... COLORIDA E BRILHANTE.

25 de abr de 2012

EQUOTERAPIA

Não é segredo: minha atividade preferida é equoterapia, pois acho os cavalos fascinantes.
Prova disto é a avaliação feita pelo Instituto Andaluz

Tive uma satisfação imensa no dia em que (depois da terapia) vi o "meu" Bill, livre dos acessórios que fazem dele um coterapeuta, pastando e descansando tranquilamente.


23 de abr de 2012

Amigos, hoje vim fazer uma auto correção, pois já publiquei que 'preconceito é genético'...
Mas, postei aqui um relato que mereceu um comentário do meu amigo Christian V. Louis (do blog http://escritoslisergicos.blogspot.com.br/):
“Este episódio fez lembrar uma prima minha de seis anos que há pouco tempo falou algo que chamou a atenção. Estava passando uma matéria sobre atletas em cadeiras de rodas e ela disse pra minha tia: "Mãe, eu quero uma dessas também!"
O sermão foi sinistro, como se aquilo fosse algo de outro mundo. É por aí que enraízam-se os pré-conceitos sobre diversas coisas e que as crianças, infelizmente, acabam aprendendo.
É muito chato ter que ficar explicando as coisas para seres adultos morbidamente curiosos, percebi isto quando tive uma entorse no tornozelo e fui obrigado a andar de robofoot, pessoas no colégio me olhavam como um alienígena e o interrogatório era infinito. Eu só não tenho essa paciência sua de ficar me explicando não.
Boa semana Jan.”

O comentário me fez repensar... então conclui que preconceito é ENSINADO pelos pais... crianças nascem livres de qualquer preconceito.

22 de abr de 2012

ACONTECEU... ACONTECE

Fui a uma loja de material de construção. Enquanto minha cuidadora/acompanhante foi ao caixa, fiquei circulando pela loja, vendo umas banquetas bem interessantes... em uma delas havia uma menininha (uns 3 anos) que exclamou:
- "Olha mamãe, aquela tia anda naquela coisa!"
Voltei-me para a criança e comentei:
- Viu, que diferente?!
- "Você tá brava, tia?"
- Não lindinha, eu sou assim mesmo.
E a menininha sorria um sorriso lindo (de aceitação plena - "acima de qualquer entendimento"*), enquanto eu tentava explicar pra mãe dela, que uma doença neurológica me deixou o rosto meio rijo, de forma que sempre tenho o sobrecenho franzido e a 'boca de palhaço chorão';-)(

* "... acima de qualquer entendimento"
Clarice Lispector

19 de abr de 2012

A ideia deste post surgiu de uma visita ao blog http://fractaisdecalu.blogspot.com da amiga Carmem Luiza. Pra começar, uso uma frase copiada de lá...

Amor aos Pedaços__ 2ª Fase- Desencanto

"Os desencantos na meninice provocam mais que um sonho desfeito, derrubam os primeiros alicerces daquela personalidade em construção. Amontoam inseguranças, medos, culpas e desconfiança no futuro. Mexem com as certezas mais simples e abrem fendas no chão conhecido. Os estragos são grandes e levam tempo para serem consertados."
Não tenho lembrança consciente do ocorrido, mas fiquei sabendo...
Eu tive uma irmãzinha menor -Marisa-, quando tinha pouco mais de dois anos.
Numa ocasião, Marisa teve meningite e, tratando-se de uma doença altamente contagiosa, fui contaminada. Morávamos em um pequeno lugar e fomos até a cidade grande mais próxima em busca de socorro médico.
Eu resisti à viagem e fui socorrida a tempo, mas a Marisa/nenê chegou morta ao hospital... Minha mãe mergulhou na própria dor e tornou-se muito rigorosa... brava mesmo e muito triste.
Meu inconsciente infantil formou o conceito de que se eu tivesse morrido em vez da Marisa, minha não sofreria tanto. Eu fantasiava que ela seria uma menina linda (será que seria?) e carregava um peso que não era meu... de uma vida que não era minha.
Cresci e tornei-me adolescente trazendo um emaranhado de "inseguranças, medos, culpas e desconfiança no futuro."
Eu amava meu noivo com intensidade e verdade, mas (inconscientemente) via no casamento uma chance de ser EU.
Ledo engano... NINGUÉM SE ENCONTRA NO PARCEIRO!
A separação iminente me assustou... precisei de ajuda profissional. Um dia, em meio à sessão, a psicóloga me encarou com firmeza e disse:
"Janice, a vida que você vive é legitimamente sua...foi Deus quem a deu... você não a usurpou de ninguém!".
Bem, naquela manhã a sessão se prolongou;-)
Quando o divórcio tornou-se concreto (já era fatal...), eu já estava liberta da insegurança.
Já começara a trabalhar e tive algum tempo para me encontrar na minha própria dor de amor... era dor, mas era DE AMOR e era MINHA.
Foi o começo!
Depois veio a cadeira de rodas e comecei a REcomeçar.
Hoje minha alma é como borboletas que se libertaram do próprio casulo.

17 de abr de 2012

ACONTECEU... ACONTECE

Cada vez que saio de casa acontecem fatos especialmente extraordinários... mas, bom mesmo é chegar em casa e encontrar os dois 'pequenos' que me recebem na porta.
Fui ao dentista... um dentista que é 'meu' há mais de quarenta anos e tornou-se amigo. Ele é assinante de um jornal... guarda exemplares já lidos pra mim (pra limpar cocô de cachorro na calçada). Ontem eram três sacolas enormes e eu havia dispensado o taxi. Além disso eu queria ir até um shopping que fica há uns 2 ou 3 quarteirões de distância do prédio onde é o consultório.
Depois de efetuados os restauros odontológicos, conversávamos sobre como fazer a 'operação jornais', quando ele olhou da janela do 14º andar pro grande shopping e perguntou como eu pretencia ir até lá. Eu disse que iria a pé, como se fosse a coisa mais óbvia do mundo...
Então vi o rosto do meu velho amigo abrir-se numa gostosa, sincera e simpática gargalhada, de quem conhece toda a minha difícil trajetória e sentiu-se bem diante da minha resposta:
- "Você vai a pé???!!!:-)))))))".
Entre carros buzinando, sacolejos e solavancos, eu e a cuidadora/acompanhante que empurrava a cadeira de rodas, adentramos ao shopping (pra quem conhece Curitiba, falo do Shopping Mueller) e passeei, olhei vitrines, fiz compras (na farmácia... mas na farmácia do Muller;-)
Depois, embarquei em outro taxi, passamos pra pegar as sacolas na portaria e vim pra casa, com o coração leve e a alma refrigerada.


13 de abr de 2012

CIRCUNSTÂNCIAS SEM POMPAS...


Minha casa está sendo restaurada (pintura e pequenos reparos) e ontem eu acompanhava os trabalhos quando entre brincadeiras, falei a frase já conhecida pela maioria dos cadeirantes:
_Estou na área e se me derrubarem é penalty.
Ao que um pintor que trabalhava na esquadria da janela da Sala de Estar, comentou sem se voltar:
_ "Ih! Vai apelar!"
Todos riram, inclusive eu;-))))) Depois pensei que se tivesse 20 anos de idade e um corpão, eu "apelaria" com legitimidade... o que tenho hoje  são 62 anos, uma cadeira de rodas e a mesma legitimidade para "apelar"...

Por enquanto está tudo muito bagunçado, mas quando estiver arrumadinho, prometo mostrar.

9 de abr de 2012

UMA FORÇA CHAMADA AMOR

O coração pode ser quebrado por qualquer atitude, seja nossa ou de outros e o amor que conserta o coração ferido é o que sentimos, o que vem de dentro do coraçao que foi quebrado. Precisamos manter o nosso coração cheio com amor, para que ele possa se "colar"... pode ser amor/paixão, amor/romance, amor/amiizade, amor/caridade, amor próprio... se o amor for correspondido é mais fácil, mas se não for, tá valendo, assim mesmo.
O amor é uma força interior invencível, mas precisa de espaço... assim, NÃO DEVEMOS DEIXAR QUE SENTIMENTOS NEGATIVOS OCUPEM LUGAR NO NOSSO CORAÇÃO.
Vamos ter sentimentos negativos sim, somos humanos... mas, por outro lado, temos o DOM do LIVRE ARBÍTRIO e, lançando mão desse DOM, podemos optar por não agir de acordo com os nossos próprios sentimentos negativos e eles irão enfraquecendo.
"O amor junta os pedaços
Quando um coração se quebra
Mesmo que seja de aço
Mesmo que seja de pedra
Fica tão cicatrizado
Que ninguém diz que é colado"


"Foi assim que fez em mim"
OBS:Peço desculpas por usar frases da música ILUMINADOS(Ivan Lins/Vitor Martins) num contexto que difere do original.

1 de abr de 2012

EQUILÍBRIO

Este post vai dedicado às pessoas que, como eu, não tem equilíbrio FÍSICO.
OBS:"Roubei" da amiga Soraya Werner, no Facebook.

"Equilíbrio é a habilidade de olhar para a vida a partir de uma perspectiva clara - fazer a coisa certa no momento certo.
Uma pessoa equilibrada será capaz de apreciar a beleza e o significado de cada situação seja ela adversa ou favorável.
Equilíbrio é a habilidade de aprender com a situação e de prosseguir com sentimentos positivos. É estar sempre alerta, ser totalmente focado, e ter uma visão ampla.
Equilíbrio vem do entendimento, humildade e tolerância. O mais elevado estado de equilíbrio é voar livre de tudo e, ainda assim, manter-se firmemente enraizado na realidade do mundo."
Brahma Kumaris"