No início da adolescência, eu gostava de ir à casa vizinha,
onde morava um casal muito simpático e seus dois filhos adolescentes. Lá se encontravam,
sempre, mais um casal amigo (com um filho bem pequeno) e mais dois casais que
iam sem os filhos. Às vezes, minha mãe e/ou minha irmã também iam. Isso era um
bom programa numa cidade pequena, especialmente para mim, pois meus pais
‘marcavam em cima’...
Num desses encontros, em que minha mãe ficara em casa, os
adultos decidiram fazer a BRINCADEIRA DO COPO e eu participei...
Aos 13 anos de idade e um tanto
cética nesses assuntos, pus o dedo sobre o copo e acompanhei: copo vai, copo
vem e o espírito ali presente(??) formou a palavra PASTEL... e pastel nos fora
servido como petisco, naquela noite.
Ou será que ele queria contar
que já estava ali antes mesmo de ser invocado?
Ou alguém estaria direcionando o
copo?
-“Você não podia ter brincado com isso... é pecado!”
- Por que?
Esta última pergunta, ficou sem resposta e recebi apenas um
olhar fulminante.
Fui dormir com a sensação de ter cometido um crime, mas... qual crime?????????
A tal BRINCADEIRA DO
COPO me pareceu um simples passatempo.
Hoje eu sei que é mais complexo do que
uma simples brincadeira e pode trazer algumas consequências.
Não considero pecado.
O fato é que não se falou mais no assunto e nunca mais tive
oportunidade de brincar daquilo. Nunca mais houve reuniões na casa da vizinha...
acho que ela também levou uma bronca;-)))
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